As monarquias europeias na Idade Moderna (séculos XV-XVIII) passaram por um processo de centralização do poder, consolidando-se como monarquias absolutistas ou monarquias parlamentares. Esse período foi marcado pela transição do feudalismo para o Estado moderno, pelo fortalecimento dos reis e pela adoção do mercantilismo como política econômica.
1. O Surgimento das Monarquias Nacionais
Durante a Idade Média, o poder estava descentralizado, com nobres e senhores feudais exercendo grande autonomia. No entanto, na Baixa Idade Média, fatores como o crescimento das cidades, o comércio e as crises feudais ajudaram a fortalecer o poder dos reis.
Os monarcas passaram a:
Criar exércitos nacionais para reduzir a dependência da nobreza.
Cobrar impostos diretamente da população para financiar o governo.
Expandir a administração estatal, com burocracias organizadas.
Firmar alianças com a burguesia, que apoiava um governo forte e estável.
Esse processo levou ao surgimento dos Estados nacionais modernos, como Portugal, Espanha, França e Inglaterra.
2. O Absolutismo Monárquico
O absolutismo foi o modelo de governo predominante na Europa entre os séculos XVI e XVIII, no qual os reis concentravam o poder e governavam sem limitações significativas de parlamentos ou nobres.
Principais características do absolutismo:
Centralização do poder nas mãos do rei.
Monarquia hereditária.
Controle da economia pelo Estado (mercantilismo).
Justificativa religiosa do poder (direito divino dos reis).
Vários teóricos defenderam o absolutismo, como:
Nicolau Maquiavel ("O Príncipe") – O governante deve agir de forma pragmática para manter o poder.
Jean Bodin – Defendeu a soberania absoluta do rei.
Jacques Bossuet – Afirmou que o poder do rei vinha diretamente de Deus.
Principais monarquias absolutistas:
França: Luís XIV ("O Estado sou eu"), modelo clássico do absolutismo.
Espanha: Dinastia dos Habsburgo, com Carlos V e Filipe II.
Portugal: Centralização sob D. João II e expansão ultramarina.
Rússia: Czarismo de Pedro, o Grande, e Catarina, a Grande.
3. A Monarquia Parlamentar Inglesa
A Inglaterra seguiu um caminho diferente, evoluindo para um regime parlamentar.
No século XIII, o Magna Carta (1215) limitou o poder do rei João Sem Terra.
No século XVII, houve conflitos entre o rei e o Parlamento, levando à Revolução Puritana (1640) e à execução de Carlos I.
A Revolução Gloriosa (1688) estabeleceu uma monarquia constitucional, onde o poder do rei era limitado pelo Parlamento.
A partir de então, a Inglaterra adotou um modelo de governo baseado na divisão de poderes, com o Parlamento controlando a política e a economia.
4. O Declínio do Absolutismo e o Iluminismo
A partir do século XVIII, o absolutismo começou a ser questionado pelo Iluminismo, movimento intelectual que defendia a liberdade política e econômica. Filósofos como John Locke, Montesquieu e Voltaire criticaram o poder absoluto dos reis.
As ideias iluministas influenciaram:
A Revolução Americana (1776) e a independência dos EUA.
A Revolução Francesa (1789), que derrubou a monarquia absolutista na França.
Esses eventos levaram ao fim do absolutismo na maioria dos países europeus e ao fortalecimento de regimes constitucionais.
Conclusão
As monarquias europeias na Idade Moderna passaram por um intenso processo de centralização do poder, dando origem ao absolutismo. No entanto, na Inglaterra, surgiu um modelo de monarquia parlamentar, que serviu de inspiração para futuras democracias. Com o avanço das ideias iluministas e das revoluções, o absolutismo entrou em declínio, abrindo caminho para novas formas de governo no século XIX.
Criar exércitos nacionais para reduzir a dependência da nobreza.
Cobrar impostos diretamente da população para financiar o governo.
Expandir a administração estatal, com burocracias organizadas.
Firmar alianças com a burguesia, que apoiava um governo forte e estável.
Centralização do poder nas mãos do rei.
Monarquia hereditária.
Controle da economia pelo Estado (mercantilismo).
Justificativa religiosa do poder (direito divino dos reis).
Nicolau Maquiavel ("O Príncipe") – O governante deve agir de forma pragmática para manter o poder.
Jean Bodin – Defendeu a soberania absoluta do rei.
Jacques Bossuet – Afirmou que o poder do rei vinha diretamente de Deus.
França: Luís XIV ("O Estado sou eu"), modelo clássico do absolutismo.
Espanha: Dinastia dos Habsburgo, com Carlos V e Filipe II.
Portugal: Centralização sob D. João II e expansão ultramarina.
Rússia: Czarismo de Pedro, o Grande, e Catarina, a Grande.
No século XIII, o Magna Carta (1215) limitou o poder do rei João Sem Terra.
No século XVII, houve conflitos entre o rei e o Parlamento, levando à Revolução Puritana (1640) e à execução de Carlos I.
A Revolução Gloriosa (1688) estabeleceu uma monarquia constitucional, onde o poder do rei era limitado pelo Parlamento.
A Revolução Americana (1776) e a independência dos EUA.
A Revolução Francesa (1789), que derrubou a monarquia absolutista na França.
